linha ou superfície equidistante de outra em toda a extensão.”
Desde domingo descobri:
Uma insignificante paralela sou, sem dar por isso, caminho devagar, solitária nos caminhos escabrosos, no cosmo espacial, a anos de luz de distancia, infinitamente retornada.
Um interminável fado de sereias, cantico tentador,tem vindo até mim.
Sentimento que cresce paralelo a alguem, que olho esse malsoado tão de perto mas o toque
é tão longe também.
O paralelo, que a seu lado tem outra paralela,essa provavelmente tem um paralelo e assim sucessivamente.
Sinais paralelos geram enganos porque cada linha é uma ilha interminávelmente subjectiva,
se observar-mos duas linhas paralelas de frente (em perspectiva militar, cavaleira etc )podemos constactar:
dessa perspectiva ,elas encontram-se no infinito.
Desencontros, mal entendidos, constrangimentos, olhar de perto intolerando qualquer intersecção a não ser a esperança do infinito.
É o fado de sereia. É o fado paralelo.
Linhas perpendiculares ou enviasadas se mudam.
E é estupido! E fico furiosa! E o ridiculo que isto é! mas:
Porquê o assombramento de padrões completamente rotineiros com repetição
interminavel de pararelismo.
Declaro-me uma linha paralela a uma outra perpendicular ou enviasada.
Pertenço oficialmente á classe dos que não tem lugar no parque de estacionamento.
Então fiz a coisa mais ridicula e instintiva que só uma pessoa que sinta estupidamente como eu pode fazer:
Desejei que estivesse comigo uma câmara de filmar para ver o que raio foram aquelas reacções e depois queimar o meu proprio filme.
Por volta das 20 horas de domingo saí de casa esbaforida, apressadamente corri para o mato mais proximo que ficava a 2 km, deixei a bicicleta ao pé de uma arvore, era muito frondoso tive que ir apartir dali a pé, fiquei toda picada das silvas e suja, não via nada só ouvia rãs, grilos e mochos, eu corria e caminhava corria caminhava tropeçava e caí, quando me vi no meio de mato cerrado griteeeeeeeeiii a-t-é n-ã-o-po-der mais! Estendi-me no chão cheio de folhas respirei fundo virada de barriga para cima para ver o estrelato .
Decido regressar a 1 hora da manhã pensando depois de estar cinco horas em comunhão intensa com a natureza iria encontrar o significado da minha duvidosa existencia e a solução para o meu ridiculo e tipico problema.
Não encontrei.
Confrontei-me com a realidade.
Fria e desconcertante.
Alguém me desconcertou, e não me vai ver mais.
Vivo e sonho aqui neste aquario onde ele não vem.
O acontecimento de ambos foi intencionalmente a transformação.
Eu vou partir, tenho medo de pensar que fui inesquecivel ou que ocupei grande parte…para quê?
Vou antes eu esquecer o capitulo depois de transformar.
Talvez venha a bonança o meu brain storm abranda.
Da floresta me fui embora, encontrei bicicleta, e cheguei inteira, anestesiada, suja por fora limpa por dentro.
No espelho observo a figura que transcendeu depois de uma data de chapadas metafisicas e explosões cerebrais.
Meia diferente hein?